30 maio 2012

Self-spoiler

Comecei a ler outro livro de francês por orientação da minha professora, "pour pratiquer le style". Tinha comprado há muito tempo A queda, Albert Camus, e deixei guardado para um momento mais oportuno. Chegado o momento mais oportuno, comecei a lê-lo em paralelo ao do Paulo Francis. E não estou entendendo nada da história. Não é o autor, porque já li outro dele em francês e deu tudo certo. Tudo piorou quando minha professora perguntou: o livro é sobre as memórias de infância do autor, não é? Não, não é. Ou é.

Então resolvi fazer uma coisa que eu odeio que façam comigo. Me contar o fim da história. E a coisa que eu nunca fiz antes mas fiz hoje foi procurar o resumo do livro. Só fiz isso porque era estritamente necessário. Porque não sei dizer se o livro conta as memórias de infância do protagonista ou se a história é sobre um desempregado inconveniente num bar de marinheiros (isso era o que eu estava entendendo). Dr. Google me deu um alento, não estou tão errada assim. O cara é advogado, mas o resto procede.
E acabei me deparando com Albert.

Quelle figure!
Transcrevo a seguir um trecho do livro tirado de um site indicado pelo google. Ainda não cheguei lá. Ou já passei. Tomara que não.

Sobretudo, não acredite nos seus amigos, quando lhe pedirem que seja sincero com eles. Só anseiam que alguém os mantenha no bom conceito que fazem de si próprios, aos lhes fornecer uma certeza suplementar, que extrairão de sua promessa de sinceridade. Como poderia a sinceridade ser uma condição da amizade? O gosto pela verdade a qualquer preço é uma paixão que nada poupa e a que nada resiste. É um vício, às vezes um conforto, ou um egoísmo. Portanto, se o senhor se encontrar nesse caso, não hesite: prometa ser verdadeiro e minta o melhor que puder.

Cést vrai.
 

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